PRIMEIRA NOTÍCIA:
Área de 8 quilômetros do litoral do Rio está tomada por algas azuis
09/07/10
Rio de Janeiro - Mais de 8 quilômetros de extensão do litoral fluminense estão tomados por uma mancha verde, provocada pela presença de cianobactérias, também conhecidas como algas azuis. Além de alterar a cor da água, o microorganismo, que geralmente aparece no verão, tem dividido a opinião de especialistas sobre a ameaça à saúde da população. A cianobactéria pode ter a coloração azul, verde oliva ou verde-azulada.
O biólogo Mário Moscatelli, que sobrevoou parte da bacia hidrográfica afetada, na zona oeste do Rio de Janeiro, classificou a situação como “impressionante”. Ele explicou que geralmente esse fenômeno é provocado pela combinação de temperaturas altas, que vem se repetindo durante o inverno, e o escoamento de esgoto sem tratamento. Segundo o biólogo, o descarte do esgoto nas praias ocorre diariamente há décadas, no Rio.
“Estamos colhendo o que plantamos nos últimos 30 anos, quando o saneamento básico não passou de uma peça de mau humor, por parte do Poder Público, que pouco investiu. Ainda falta muito dinheiro e trabalho para as lagoas de Jacarepaguá deixarem de ser os penicos da região onde estão localizadas. Lagoa e rio não são lugares para se jogar esgoto”, criticou o biólogo ao sobrevoar a bacia hidrográfica que abrange as lagoas de Jacarepaguá, do Camorim e da Tijuca.
Quanto aos riscos para os banhistas, o especialista alerta que “essas microbactérias produzem uma substância que pode causar problemas no fígado. A partir do momento que a célula do microorganismo se rompe, a toxina é liberada para o ambiente e pode gerar consequências para os usuários da praia”.
A gerente de Qualidade da Água do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro, Fátima Soares, garante que a situação está sob controle. “Nós estamos acompanhando, fazendo o monitoramento do complexo e biotestes [testes biológicos] para ver se existe a liberação de toxinas para a água. Até agora, não foi detectada nenhuma concentração de toxinas”.
Segundo Fátima, o Inea vem acompanhando semanalmente a situação na região afetada. Ela disse que, para que o nível de toxina se torne um risco para a população seria necessário que muitos microorganismos se rompessem ao mesmo tempo. Fátima afirmou, ainda, que o prejuízo ao fígado não se dá pela água consumida, mas só se forem ingeridos peixes contaminados pelas toxinas do microorganismo. “O processo não é tão imediato.”
FONTE: http://biologias.com/noticias/734/Area-de-8-quilometros-do-litoral-do-Rio-esta-tomada-por-algas-azuis
COMENTÁRIO: Os problemas de saneamento básico no rio, criaram um sério risco aos principais atrativos turísticos do estado, as praias, com os esgotos que desembocam no mar e os banhistas que jogam lixo na água, agora as praias estão com risco de se tornarem impróprias para banho, se estas algas azuis continuarem a se proliferar.
SEGUNDA NOTÍCIA:
Evolução emprestada
12/07/10
Agência FAPESP – Por que adaptar seus genes se há uma alternativa muito mais rápida: emprestar as adaptações necessárias para sua sobrevivência de outro indivíduo?
Há mais de um século entende-se que um princípio básico da evolução é que animais e plantas podem se adaptar geneticamente de modo que tais mudanças ajudem em sua sobrevivência e reprodução. Agora, uma pesquisa destaca um mecanismo evolucionário até então desconhecido.
Estudos anteriores sempre indicaram que características que aumentam a capacidade de um animal de sobreviver e reproduzir eram conferidas por genes favoráveis, passados de uma geração a outra.
Em artigo publicado na edição desta sexta-feira (9/7) da revista Science, John Jaenike, da Universidade de Rochester, e colegas descrevem um exemplo surpreendente de bactéria que infecta um animal, dando a esse último uma vantagem reprodutiva. E o invasor é passado para as crias, espalhando o benefício e garantindo a permanência da espécie.
A relação simbiótica entre hospedeiro e bactéria dá ao primeiro uma defesa especial contra algum risco em seu ambiente, que é transmitida pela população por meio de seleção natural, de forma similar à que ocorre com um gene favorável.
Segundo os autores do trabalho, o fenômeno foi identificado agora, mas não deve ser exclusivo aos organismos em questão e pode estar ocorrendo há muito tempo.
Os pesquisadores também apontam que, além de colocar em cena um importante mecanismo evolucionário, a descoberta poderá ajudar no desenvolvimento de métodos que usem bactérias como defesa contra doenças em humanos.
A descoberta foi feita em uma espécie de mosca, a Drosophila neotestacea, que é tornada estéril por nematelmintos, vermes parasíticos abundantes que atingem animais e plantas. Os nematelmintos invadem fêmeas jovens dessas moscas, evitando que elas possam reproduzir.
Mas quando uma fêmea de Drosophila neotestacea é infectada também por um gênero de bactéria conhecido como Spiroplasma, o crescimento dos vermes é afetado, impedindo-os de esterilizar a mosca.
Os pesquisadores também descobriram que, como resultado do impacto benéfico da ação da bactéria, essa está se espalhando pela América do Norte, aumentando rapidamente de frequência nas moscas à medida que passa de uma geração a outra.
Por meio da análise de exemplares da Drosophila neotestacea preservados na década de 1980, Jaenike e colegas calcularam que a bactéria estaria então presente em cerca de 10% das moscas. Em 2008, a frequência havia aumentado para 80%.
“Essas moscas estavam realmente sendo esmagadas pelos nematelmintos na década de 1980 e é impressionante ver como elas estão se dando bem melhor atualmente. A proliferação da Spiroplasma nos faz pensar na rapidez das ações evolucionárias que estão ocorrendo abaixo da superfície de tudo o que enxergamos lá fora”, disse Jaenike.
“Esses simbiontes transmissíveis são uma forma de um hospedeiro adquirir uma nova defesa muito rapidamente. Em vez de modificar seus próprios genes – que não são muito diversos, para começo de conversa –, o melhor pode ser simplesmente incorporar um novo organismo”, disse Nancy Moran, da Universidade Yale, em comentário sobre o estudo.
A descoberta pode ter consequências importantes para o controle de doenças em humanos. Nematelmintos transmitem diversas doenças graves, como elefantíase, e podem causar problemas como cegueira. Agora que se conhece uma evidência de defesa natural contra esses vermes, abre-se um caminho para usar esse fenômeno como estratégia contra tais invasores.
FONTE: http://biologias.com/noticias/738/Evolucao-emprestada
COMENTÁRIO: A idéia de 'emprestar' um genes com determinada característica a outro ser para que ele também obtenha esta característica sem ter que esperar séculos de evolução genética é muito interessante, e pesquisadores podem aprender a usar isto para nosso benefício, se um dia conseguissemos pegar 'emprestado' genes de outro seres para melhorar as defesas do nosso organismo ou a nossa capacidade de cicatrização por exemplo.
TERCEIRA NOTÍCIA:
Registro de Bicudinho-do-brejo-paulista e canto raro do Uirapuru
20/07/10
Confira reportagem da TV Cultura no Repórter Eco mostrando o registo de uma nova espécie de ave descoberta em São Paulo, Bicudinho-do-brejo-paulista (Stymphalornis sp. nov), e o registro raro do canto do Uirapuru em video.
http://www.youtube.com/watch?v=00svi6Pr6PE&feature=player_embedded
FONTE: http://biologias.com/noticias/742/Registro-de-Bicudinho-do-brejo-paulista-e-canto-raro-do-Uirapuru
COMENTÁRIO: Este video comenta a diversidade de ave fauna dos biomas brasileiros e em especial o Uirapuru, passáro raro que se possui um belo canto e pela primeira vez é filmado por tanto tempo enquanto canta em seu ambiente natural.
QUARTA NOTÍCIA:
Mapa-múndi da altura das florestas
26/07/10
Agência FAPESP – Um mapa-múndi que detalha as alturas das florestas foi produzido por um grupo de cientistas a partir de imagens obtidas por satélites da Nasa, a agência espacial norte-americana.
Segundo a Nasa, embora existam outros mapas locais ou regionais da altura das copas de florestas, esse é o primeiro a cobrir todo o globo a partir de um método único e uniforme.
Os dados foram coletados pelos satélites ICESat, Terra e Aqua e o resultado poderá ajudar a produzir inventários de quanto carbono é armazenado pelas florestas mundiais e com que rapidez ocorre a circulação de carbono por ecossistemas e de volta para a atmosfera.
O trabalho, de Michael Lefsky, da Universidade do Estado do Colorado, Estados Unidos, e colegas, será descrito em agosto em artigo a ser publicado pelo periódico Geophysical Research Letters.
O mapa mostra que as florestas mais altas do mundo são encontradas principalmente no noroeste da América do Norte e em partes do Sudeste Asiático, enquanto florestas mais baixas estão concentradas no norte do Canadá, no noroeste da América do Sul, na África central e na Eurásia.
O levantamento levou em consideração a altura média em florestas com mais de 5 quilômetros quadrados e não a altura máxima de uma ou um grupo de árvores.
Para produzir o mapa os cientistas se basearam em mais de 250 milhões de pulsos de laser emitidos pelos três satélites em um período de sete anos. Os pulsos, de uma tecnologia conhecida como Lidar, penetram por entre a copa e são capazes de medir a dimensão vertical das árvores.
“Esse mapa é apenas o primeiro esboço e certamente será refinado no futuro”, disse Lefsky. Florestas temperadas de coníferas, de sequoias e outras árvores contêm as copas mais elevadas, chegando facilmente a mais de 40 metros do solo. Florestas boreais, com pinheiros, por exemplo, tipicamente não passam dos 20 metros.
Áreas de mata nativa em florestas tropicais têm cerca de 25 metros, aproximadamente a mesma altura atingida por pontos de vegetação temperada em partes dos Estados Unidos e Europa.
Mas o mapa não tem interesse apenas para se verificar a altura de árvores em cada região. As implicações do trabalho se estendem aos esforços para estimar as quantidades de carbono ligadas às florestas do planeta e ajudar a fechar uma conta que tem intrigado os cientistas.
O homem e suas atividades liberam cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono anualmente, a maior parte na forma de CO2. Desse total, sabe-se que cerca de 3 bilhões vão para a atmosfera e 2 bilhões acabam nos oceanos.
Os outros 2 bilhões? Não se sabe. Alguns cientistas suspeitam que são as florestas que capturam e armazenam boa parte dessa quantidade em biomassa por meio da fotossíntese.
FONTE: http://biologias.com/noticias/743/Mapa-mundi-da-altura-das-florestas
COMENTÁRIO: Como foi dito na notícia, cientistas com a ajuda das imagens dos stélites da NASA, desenvolveram um mapa da altura das florestas, isso não servirá apenas para medir a altura das árvores das florestas, mais no futuro, os cientistas pretendem detalhar mais o mapa, para que ele contenha informações como o quanto CO2 as florestas liberam através da fotossíntese, e o quanto desse carbono elas mantém e o quanto é enviado á atmosfera.
Самуэль рыбака?????
ResponderExcluirPor que não coloca o TEU nome, mané??
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Abração!