terça-feira, 31 de agosto de 2010

NOTÍCIAS DE AGOSTO

PRIMEIRA NOTÍCIA:

Réptil extinto lembra mamífero

03/08/10

Agência FAPESP – Uma nova espécie de crocodiliano do Período Cretáceo (de cerca de 145,5 milhões a 65,5 milhões de anos atrás) foi descoberta no sudoeste da Tanzânia, com pernas mais finas e dentes que até então eram considerados exclusivos de mamíferos.
Os crocodilianos formam uma ordem de répteis aquáticos e ovíparos, que inclui os crocodilos, jacarés e o gavial, e são encontrados especialmente em regiões tropicais do mundo. Os crocodiliformes do Cretáceo, chamados de notossúquios, eram parentes distantes dos crocodilos e jacarés modernos.
Os notossúquios, que viviam nas massas terrestres do supercontinente Gondwana, tinham um nível de diversidade tanto morfológica como ecológica muito maior do que a encontrada nos atuais crocodilos. Um exemplo está na boca: em vez de fileiras de caninos cônicos e iguais, seus dentes eram divididos em tipos especializados em morder e em outros feitos para esmagar.
A descoberta da nova espécie, cujo fóssil foi encontrado em rochas de 105 milhões de anos, foi publicada na edição desta quinta-feira (5/8) da revista Nature.
Segundo Patrick O’Connor, do Ohio University College of Osteopathic Medicine, e colegas, na espécie, denominada Pakasuchus kapilimai, as fileiras superior e inferior de dentes entravam em contato de modo semelhante ao que até hoje havia sido observado apenas em mamíferos.
O animal também tinha o tamanho aproximado de um gato doméstico e era mais magro do que os crocodilianos atuais. Possuía ainda um pescoço flexível. Apesar das características inusitadas para a ordem, os cientistas afirmam que se tratava de um crocodiliforme.
A dentição mais complexa indica uma capacidade de processar alimentos que os crocodilos atuais – que simplesmente mordem e engolem – não possuem, mas os mamíferos sim.
De acordo com o estudo, o Pakasuchus kapilimai e outros notossúquios podem ter ocupado nichos ecológicos na Gondwana (supercontinente ao sul) que correspondiam aos preenchidos por mamíferos no hemisfério Norte.
“Um número de características dessa nova espécie – incluindo a redução no número de dentes e uma dentição especializada e similar à divisão em caninos, premolares e molares – é muito semelhante a características que foram críticas durante o curso da evolução dos mamíferos do Mesozóico para o Cenozóico”, disse O’Connor.

FONTE: http://biologias.com/noticias/747/Reptil-extinto-lembra-mamifero

COMENTÁRIO: Muito interessante esta notícia, que indica que os reptéis e os mamíferos eram mais próximos que nós imaginavamos no periodo mesozóico, apesar de toda a diferença que nós mamíferos temos de reptéis como os crocodilos ou lagartos, talvez a muito tempo em um estágio evolucionário mais primitivo, os reptéis fossem mais parecido conosco fisiológicamente.

SEGUNDA NOTÍCIA:

Ornitólogos mostram foto dos guarás mortos

08/08/10

Pesquisadores de aves dizem que imprensa e Conselho Regional de Biologia do Paraná trataram morte dos guarás na APA de Guaratuba “de maneira sensacionalista e desinformada criticam “sensacionalismo”.
Eles mostram a foto dos guarás mortos para explicar porque biólogo Louri Klemann Jr. pode ter se confundido. Leia a nota abaixo.
Nota de esclarecimento
O Grupo de Estudo sobre Coleções (GEC), vinculado a Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO), vem a público se manifestar sobre o episódio envolvendo a coleta de dois espécimes de uma espécie de ave ameaçada de extinção no Estado do Paraná, o guará Eudocimus ruber, pelo biólogo Louri Klemann Jr. em Guaratuba, no referido Estado, no dia 15 de maio de 2010.
Inicialmente, a despeito de qualquer juízo de valor sobre o ato da referida coleta em si, o GEC/SOB deplora profundamente o fato deste episódio ter servido para que a coleta científica de espécimes de aves fosse tratada de maneira sensacionalista e desinformada por importantes veículos da imprensa do Estado do Paraná, bem como pela diretoria do Conselho Regional de Biologia do Paraná (CRBio-7).
Neste sentido, cumprem os seguintes esclarecimentos:
a) A coleta científica devidamente autorizada é uma atividade legal em todo território nacional, de acordo com a legislação brasileira ambiental pertinente (leis federais nos. 5.197/1967, 9.605/1998 e 9.985/2000) e normatizada nacionalmente pelas instruções normativas nos. 154/2007 e 160/2007 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA (disponíveis em www4.icmbio.gov.br/sisbio/index.php?id_menu=210).
b) Diferentemente do indicado pelo Presidente do CRBio-7 em declarações à imprensa, (p.ex.,http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1021877&tit=Biologopodera-ser-autuado-em-R-50-milhoes), não existe normatização do Conselho Federal de Biologia (CFBio) que exija Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para que o Biólogo possa realizar coletas científicas. Tal fato, inclusive, é corroborado pelas instruções normativas supramencionadas, que não a incluem no rol de exigências para a concessão da licença. Inclusive ocorreu, anteriormente à promulgação das normatizações já mencionadas, um amplo debate entre o CFBio e a Sociedade Brasileira de Zoologia sobre tal questão, tendo-se decidido pela não necessidade de ART para o exercício da coleta científica por biólogos.
c) A Coleta científica imprevista é tratada pelo Art. 19 da Instrução Normativa IBAMA no. 154 nos seguintes termos: “A coleta imprevista de material biológico ou de substrato não contemplado na autorização ou na licença permanente deverá ser anotada na mesma, em campo específico, por ocasião da coleta”.
O GEC/SBO entende que já foram instaurados dois processos contra o autor das coletas, um pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e outro pelo CRBio-7; bem como, o autor (detentor de licenças de coleta científica estadual e federal válidas), declara em ambos a coleta como imprevista, em função de equívoco na identificação dos guarás, que foram considerados como indivíduos pertencentes às duas outras espécies próximas da mesma família (Threskiornithidae) e as quais ele estava autorizado a coletar, a saber: o tapicuru-de-cara-pelada (Phimosus infuscatus) e a caraúna-de-cara-branca (Plegadis chihi). Com base nestas alegações, o GEC/SBO tem a informar que, do ponto de vista técnico, a confusão entre estas espécies é de fato possível em várias situações, uma vez que os espécimes de guarás coletados eram indivíduos imaturos e com a maior parte da plumagem marrom oliváceo-escura (Fotos 1, 2 e 3), ou seja, completamente diferente do vermelho-escuro que caracteriza a plumagem inconfundível do adulto.
Foto 1: Indivíduo adulto de guará (Eudocimus ruber), espécie da família Threskiornithidae, mostrando a plumagem vermelha característica e inconfundível da espécie.
Foto 2: Grupo de indivíduos adultos de tapicuru-de-carapelada (Phimosus infuscatus), espécie da família Threskiornithidae com plumagem marrom escura e características físicas bastante similares aos guarás coletados, e que ocorrem na região de Guaratuba/PR.
Foto 3: Para fins comparativos, nessa foto estão representados: a) espécime de sexo indeterminado do tapicuru-de-carapelada (Phimosus infuscatus), outra espécie marrom-escura da família Threskiornithidae que também ocorre em Guaratuba/PR); b, c) dois guarás (Eudocimus ruber) coletados por Louri Klemann Jr. em Guaratuba/PR em 10/05/2010; d) um macho do tapicuru-de-cara-pelada (Phimosus infuscatus).
A Foto 3 comprova que os guarás coletados eram imaturos e, portanto, bastante distintos na coloração em relação aos guarás adultos. Todos espécimes encontram-se depositados no Museu de História Natural Capão do Imbuia (MHNCI), em Curitiba/PR.
Em relação ao risco de extinção dos guarás, o GEC/SBO informa que, no ano passado, o grupo técnico de revisão da lista de espécies ameaçadas do Estado do Paraná decidiu pela retirada da espécie da categoria de ameaçada, transferindo-a para a categoria “Deficiente de Dados”. Tal decisão reflete a recuperação das populações de guarás no litoral do Paraná, observada nos últimos anos, de modo
análogo ao que vem ocorrendo no vizinho Estado de São Paulo desde o início da década de 1990.
Estudos adicionais ainda são necessários para que se entendam as causas desta recuperação populacional na porção sul da distribuição da espécie em território brasileiro.
Cabe também destacar que o guará não se encontra ameaçado nacionalmente, de acordo com a Lista Nacional das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, estabelecida pela Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente no. 3/2003
O GEC/SBO considera que somente os processos já instaurados no Paraná comprovarão se a coleta dos guarás foi intencional (i.e., ilegal) ou imprevista (i.e., legal) e se prontifica a colaborar nas investigações dispondo de seu corpo técnico, que inclui pesquisadores e curadores das maiores coleções ornitológicas do Brasil.
No entanto, é fundamental que as investigações, bem como a cobertura que a imprensa faça da mesma, seja independente, equilibrada e desprovida de quaisquer pré-julgamentos sobre a atividade de coleta científica em si, bem como da sua importância para a ornitologia e a sociedade de um modo geral.
Por fim, o GEC/SBO vem reiterar que, sem a coleta científica, a ornitologia simplesmente estagnaria como Ciência, sendo que um dos exemplos mais didáticos é a descrição de novas espécies de aves, que tem aumentado significativamente nos últimos anos no Brasil e só pode ser feita com todo o rigor científico a partir da coleta de espécimes, chamados de testemunhos e tipo.
Ademais, considerável parte da política ambiental brasileira é planejada com base na distribuição e abundância das espécies que ocorrem no País; portanto, toda vez que uma nova espécie é descrita e tem o seu status de conservação avaliado, há um aprimoramento da base de conhecimento para tal planejamento. Esse mesmo raciocínio é válido, inclusive, para outros grupos biológicos de animais e plantas, nos quais a coleta científica também tem função essencial na geração de conhecimento sobre a biodiversidade.
Em adição, informações hoje amplamente disponibilizadas sobre a identificação e distribuição de espécies de aves, como guias de campo e páginas na internet, tem como sua base espécimes coletados e depositados em coleções ornitológicas.
Não menos importante, publicações essenciais sobre a conservação das aves no Brasil, como “Áreas Importantes para a Conservação das Aves no Brasil”, editada pela Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE), reconhecem o papel da coleta científica de aves no aprimoramento contínuo sobre o conhecimento básico da avifauna brasileira, que fornece a base indispensável para uma política de conservação efetiva.
A legislação ambiental brasileira, conforme anteriormente mencionado, reconhece explicitamente a necessidade das coletas científicas e, exatamente por tal motivo, há um arcabouço legal próprio e detalhado para normatizá-las, o qual inclusive pode autorizar, em circunstâncias especiais, a coleta de espécies ameaçadas de extinção.
Aos biólogos e demais profissionais legalmente habilitados, usuários desta metodologia científica, cabe o cumprimento desta legislação específica.
Àqueles que tem por missão o controle e a fiscalização das atividades de coleta científica, cabe o conhecimento profundo da legislação pertinente, atenção as evidências e o bom senso no que tange a considerar que há eventos em campo que não transcorrem conforme o planejado.

FONTE: http://biologias.com/noticias/748/Ornitologos-mostram-foto-dos-guaras-mortos

COMENTÁRIO: é uma lástima o que está acontecendo com os lobos-guarás de dos biomas naturais do brasil, estes animais já estão em risco de extinção a um longo tempo, e ainda sim continuam a sofrer de caça, mais principalmente pelo constante desmatamento de seu habitat natural, se as coisas continuarem desta maneira, os lobos-guarás certamente vão desaparecer em alguns anos.



TERCEIRA NOTÍCIA:

Tráfico tenta enviar quatro serpentes amazônicas pelo correio no Pará

14/08/10


Belém (12/08/2010) – Traficantes da fauna silvestre tentaram nesta quinta-feira (12/08) enviar pelo correio três jibóias-arco-íris (Epicrates cenchria) e uma periquitambóia (Corallus Caninus) de Belém, no Pará, para uma chácara em São Paulo. As serpentes amazônicas foram despachadas escondidas numa caixa de Sedex, cada uma dentro de um saco de pano, mas foram reveladas pelo sistema de Raio-X da agência dos Correios Telégrafo Sem-fio, no centro da capital. Os bombeiros foram chamados pelos funcionários para recolher o pacote, que foi entregue ao Ibama.
“A forma como os animais eram transportados é típica do tráfico. Já apreendemos cobras dentro de sacos e meias presos à cintura de passageiros até no embarque do aeroporto Val-de-Cães”, diz o chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará, Leandro Aranha. Segundo ele, tanto a jibóia-arco-íris, que está ameaçada de extinção, como a periquitambóia, são muito procuradas para serem criadas como animais de estimação por serem dóceis e coloridas.
No início da tarde, agentes da Divisão de Fiscalização do órgão ambiental vistoriaram o local indicado pelo remetente das serpentes, mas o endereço era falso. A Superintendência do Ibama em São Paulo vai inspecionar a chácara para onde elas seriam despachadas em buscas de evidências de cativeiro de animais silvestres.
Se identificados, os autores do crime ambiental serão multados em R$ 15,5 mil e responderão a processos civis e penais. As serpentes serão devolvidas à natureza ou destinadas a criatórios conservacionistas, após exame dos veterinários do Ibama.
A legislação ambiental hoje não permite a criação de cobras como animal de estimação, a não ser que possuam identificação por microchip, e tenham origem comprovadamente legal. Ou seja, tenham sido adquiridas dos criadouros autorizados pelo Ibama antes da proibição da legislação, e nunca capturadas na natureza.

FONTE: http://biologias.com/noticias/753/Trafico-tenta-enviar-quatro-serpentes-amazonicas-pelo-correio-no-Para

COMENTÁRIO: Do mesmo jeito que os lobos-guarás estão sumindo pelo desmatamento (como dito na notícia acima), várias serpentes raras estão sofrente por causa do tráfico de animais, uma atividade ilícita, que ocorre muito nos biomas brasileiros, talvez pela enorme variedade de fauna que temos aqui, animais selvagens que são capturados do seu habitat para serem vendidos como bichos de estimação exóticos, como é o caso dessas serpentes, isto tem que parar.

QUARTA NOTÍCIA:

Picadas negligenciadas

22/08/10

Agência FAPESP – A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que anualmente 5 milhões de pessoas sofram algum tipo de acidente envolvendo serpentes. A metade dos casos resulta em diversos graus de envenenamento, ocasionando cerca de 120 mil mortes e 250 mil indivíduos que carregarão sequelas.
Esses números levaram a OMS a enquadrar o acidente com serpentes na lista de doenças tropicais negligenciadas (DTNs), que reúne enfermidades erradicadas ou praticamente erradicadas nos países desenvolvidos, mas que persistem naqueles em desenvolvimento.
“Como as comunidades atingidas têm pouca voz política, essas doenças ganham baixo impacto nas agendas de saúde mundiais”, disse Denise V. Tambourgi, diretora do Laboratório de Imunoquímica do Instituto Butantan de São Paulo (SP).
O assunto foi abordado em uma conferência dada pela cientista durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada no fim de julho, em Natal.
Cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo são vítimas de doenças tropicais negligenciadas, um grupo que engloba enfermidades como dengue, hanseníase, doença de Chagas, leishmaniose e esquistossomose.
Os acidentes com serpentes chegam a ser mais numerosos do que casos de doenças como a dengue, que tem atingido 500 mil pessoas por ano e provocado a morte de 19 mil, apontou Denise, que conta com um Auxílio à Pesquisa – Regular da FAPESP para estudar os mecanismos moleculares de ação do veneno das lagartas Premolis semirufa.
De acordo com a cientista, as ocorrências com serpentes devem ser ainda mais numerosas do que o apontado pela OMS, uma vez que o registro desses acidentes não é feito em todos os países. A situação se torna ainda mais grave se forem considerados acidentes com outros animais peçonhentos.
“Acidentes com aranhas são comuns e os registros de picadas de escorpiões têm crescido nos últimos anos”, disse. Segundo ela, a lista da OMS deveriam abranger acidentes com todos os animais peçonhentos no grupo de doenças tropicais negligenciadas.
A importância do assunto tem levado o Instituto Butantan a investir no aprimoramento do antiveneno de outros animais além das serpentes, como é o caso da aranha marrom.
Mesmo sem ter o número exato de acidentes, pode se concluir que a maioria ocorre nos países mais pobres. Segundo Denise, há uma relação direta entre a quantidade de ocorrências com animais peçonhentos e a pobreza. Há estudos mostrando que o número de mortes desse tipo é maior nos países com menor índice de desenvolvimento humano (IDH).
“O problema é mais preocupante na África, onde há uma crise na produção e na distribuição de antivenenos”, disse. No continente africano não há laboratórios produtores de antiveneno, o que aumenta a dificuldade de acesso a esse tipo de medicamento.
Para enfrentar a questão foi criada na Austrália a Iniciativa Global para Acidentes com Serpentes, que estabeleceu uma série de metas que objetivam auxiliar as nações mais carentes a lidar com o problema.
Fazem parte da lista o levantamento de informações confiáveis sobre esses acidentes, a melhora na produção de antivenenos, o auxílio aos países pobres no desenvolvimento de soros específicos, a produção regional desses soros a preços acessíveis e estudos sobre a eficácia dos antivenenos.
“Esses ensaios clínicos são mais complicados do que os testes de outros tipos de medicamentos, pois você não pode administrar placebo em um suspeito de picada de cobra”, explicou Denise.
A Iniciativa Global almeja um sistema eficiente de distribuição dos soros observando-se a ocorrência das espécies de serpentes de cada região, além da criação de um programa de educação preventiva aos acidentes e de outro para apoiar as vítimas com sequelas.
Outra meta seria a criação de um fórum permanente de agentes de saúde com o objetivo de monitorar os casos e deliberar ações para combater esses acidentes.
No Brasil, apenas em 2006 tornou-se obrigatória a notificação dos acidentes com animais peçonhentos. Em 2008, o país apresentou mais de 100 mil ocorrências do tipo, sendo 27 mil com serpentes e 20 mil envolvendo aranhas.
Mais soros polivalentes
Denise afirma ser fundamental a distribuição e o acesso aos antivenenos para a redução dos casos. O Instituto Butantan tem trabalhado para aprimorar os antivenenos que produz, de modo a ampliar sua ação para um número maior de espécies.
Das mais de 20 espécies existentes do grupo Bothrops, da jararaca, no Brasil, apenas cinco participam da mistura de imunização utilizada para a produção do soro polivalente no país. Devido às variações entre as espécies, não há garantias de que o soro terá uma neutralização dos venenos de todas.
Para atender a todo o Brasil, os pesquisadores do Butantan têm de lidar com uma tarefa árdua: conseguir um conjunto de venenos que neutralize ao máximo a ação tóxica de todos eles.
“Isso não é fácil, pois os venenos são misturas químicas muito complexas e que possuem uma ampla variação”, disse Denise. Para enfrentar esse desafio, os pesquisadores do Butantan desenvolveram métodos in vitro para analisar a ação dos soros terapêuticos.
É um equilíbrio difícil. Temos de desenvolver antivenenos que apresentem o mínimo de toxicidade, com uma máxima capacidade neutralizante para os venenos das diferentes espécies de serpentes que ocorrem em todo o território nacional”, disse.

FONTE: http://biologias.com/noticias/749/Picadas-negligenciadas

COMENTÁRIO: Eu acredito que é a falta de instrução da população que vive no iterior das cidades (zona mais propícia ao aparecimento de serpentes e outros animais selvagens, que faz com que ocorra tantos casos de picadas de cobra assim. com a devida instrução do governo e as pesquisas de soros do instituto butantan, acredito que o numero de casos de intoxicação por acidentes com animais peçonhentos, pode diminuir, e muito.


QUINTA NOTÍCIA:

Vitamina D influencia mais de 200 genes

31/08/10

Agência FAPESP – Um novo estudo acaba de ampliar – de maneira contundente – as evidências de que a deficiência de vitamina D poderia aumentar os riscos de desenvolvimento de muitas doenças.
A pesquisa, cujos resultados foram publicados nesta segunda-feira (23/8) na revista Genome Research, relacionou pontos nos quais a vitamina D interage com o DNA e identificou mais de 200 genes que são influenciados diretamente pela vitamina.
De acordo com o estudo, estima-se que 1 bilhão de pessoas no mundo tenham carência de vitamina D, devido a fatores como insuficiência de exposição ao sol ou uma dieta pobre em nutrientes.
Além de ser conhecida como fator de risco para o desenvolvimento de raquitismo, há evidências de que a falta de vitamina D também estaria relacionada ao aumento da suscetibilidade a condições como esclerose múltipla, artrite reumatoide e diabetes, bem como demência e alguns tipos de câncer.
No novo estudo, feito no Reino Unido, os cientistas utilizaram tecnologia de sequenciamento genético para criar um mapa das ligações dos receptores de vitamina D pelo genoma. Esse receptor é uma proteína ativada pela própria vitamina, que, por sua vez, liga-se ao DNA e influencia quais proteínas são feitas a partir do código genético.
Os pesquisadores identificaram 2.776 pontos de ligação para o receptor por toda a extensão do genoma humano e verificaram que esses locais estão concentrados anormalmente próximos a genes associados a suscetibilidade a problemas no sistema imunológico.
O trabalho também mostrou que a vitamina D tem um efeito importante na atividade de 229 genes, entre os quais o IRF8, que já foi associado com esclerose múltipla, e o PTPN2, ligado a diabetes do tipo 1 e com a doença de Crohn, que atinge o intestino.
“O estudo mostra dramaticamente a ampla influência que a vitamina D tem sobre nossa saúde”, disse Andreas Heger, da Universidade de Oxford, um dos autores da pesquisa.

FONTE: http://biologias.com/noticias/756/Vitamina-D-influencia-mais-de-200-genes

COMENTÁRIO: Fiquei surpreso ao saber da tamanha importancia da vitamina D em nosso organismo, é claro que já tinha ouvido que ela fazia bem, (como a maioria das vitaminas), mais nao tinha idéia quais eram estes beneficios, com a notícia ficou claro pra mim agora, principalmente para evitar doenças raquitismo, artrite e diabetes.

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